quarta-feira, 1 de agosto de 2007

«Silêncio»


Silêncios inusitados me mostram
um semblante dourado, luzidio
que me corta o ventre por dentro
e me deixa estarrecido e muito frio.

A esperança arrebatada pelos medos
rebelam dentro de mim em corrupio,
gladiam toda a noite, todo o dia
e furtam-se como traço, torto, esguio.

Procuro e persigo-os até ao fim
retocando sua maquilhagem recalcada,
pergunto a hora de saída do jardim
com direito a alma nova e renovada!

1 comentário:

Natércia disse...

Também gosto imenso deste poema! É muito bonito! Oxalá o sujeito poético consiga realmente sair desse jardim com uma alma renovada… Beijos