terça-feira, 10 de junho de 2008

«Detesta-me»


Detesta-me assim...
Detesta-me, como aos
Comboios que não partem
Pelas corridas de Verão
Que não fizemos
As horas mortas de espera.
Pelo silêncio...
Pelas cordas atadas
E por todos os momentos.
Pela paz podre dos Domingos à tarde
As buzinadelas nos semáforos
A impaciência desabotoada
Que despontava
Por assim dizer,
Logo que acordava

Detesta-me
Detesta-me, por tudo
O que eu sinto
Detesta-me acima de tudo
Porque nunca te minto

Detesta-me
Agora e velozmente
Detesta-me por dentro
E por fora
Detesta-me a toda a hora
Eternamente...

Foto: Heliz

4 comentários:

* disse...

adoro ler-te

Andreia Ferreira disse...

hmmm... isto é sincero?!
:)
***

Vanessa disse...

parece-me um caso difícil! :p *

verdades_e_poesia disse...

Beijos a todas vós por aqui virdes dar-me alento ;)